O Instituto Butantan, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, começará na próxima semana a entrega de 1,3 milhão de doses da vacina contra dengue para o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. As primeiras 300 mil doses serão disponibilizadas no início da semana e, até janeiro de 2026, mais um milhão de doses serão entregues. A Butantan-DV é a primeira vacina do mundo administrada em dose única contra a dengue. O contrato foi assinado na última sexta-feira entre o Instituto Butantan e o Ministério da Saúde.
<p>A entrega se torna viável porque, mesmo antes da aprovação pela Anvisa, o Instituto Butantan iniciou a produção do imunizante em sua unidade industrial, assumindo riscos. Além disso, foi firmada uma parceria com a empresa chinesa WuXi para aumentar a produção e expandir a entrega no segundo semestre de 2026.</p>
<p>“Este é mais um marco significativo na trajetória de conquistas da ciência brasileira. Com a formalização do acordo, iniciaremos a entrega das doses da vacina contra a dengue. Em janeiro, estaremos prontos para vacinar os brasileiros”, afirma Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan.</p>
<p>A Butantan-DV foi aprovada pela Anvisa para o uso em brasileiros entre 12 e 59 anos. Nesse grupo etário, o imunizante demonstrou uma eficácia geral de 74,7%, 91,6% contra dengue grave e casos alarmantes, e 100% contra hospitalizações por dengue.</p>
<strong>LEIA TAMBÉM:</strong> Banco de Sangue do HSPE convoca população para manter suprimento durante as festas de fim de ano.
<p>Segundo a estratégia do Ministério da Saúde, as primeiras doses entregues agora pelo Instituto Butantan serão destinadas aos profissionais de Atenção Primária, que atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e em visitas domiciliares. Com o aumento da capacidade de produção, o ministério planeja começar a vacinar o público geral, iniciando pelos adultos de 59 anos e avançando gradualmente até atingir jovens de 15 anos.</p>
<h3><strong>Outros públicos</strong></h3>
<p>O Instituto Butantan pretende ampliar a faixa etária da vacina, incluindo tanto o público pediátrico quanto idosos acima de 60 anos. Já recebeu a aprovação da Anvisa para avaliar a vacina em indivíduos de 60 a 79 anos. Se os resultados forem positivos, poderá solicitar à agência a inclusão desse grupo nas recomendações. Além disso, mais dados são necessários para considerar a inclusão de crianças de 2 a 11 anos. Estudos clínicos já demonstraram que a vacina é segura para essa faixa etária.</p>

Leave a Comment