O segundo dia do BiS Brasília, realizado em 3 de junho de 2026, no Royal Tulip Alvorada, em Brasília (DF), promoveu um debate sobre a contribuição dos investimentos privados para o desenvolvimento de projetos esportivos e culturais.
Durante o painel “A Importância dos Patrocínios e das Leis de Incentivo para a Sustentabilidade do Esporte e da Cultura”, especialistas discutiram como empresas podem ampliar seu impacto por meio de iniciativas que vão além da exposição de marca, reforçando a importância da reputação, do desenvolvimento regional e da sustentabilidade. A discussão integrou a programação do evento de apostas .

Como os patrocínios podem gerar impactos além da visibilidade
Um dos principais pontos da conversa foi a necessidade de distribuir investimentos de forma mais estratégica. Ivanna Carneiro, presidente da Associação da Pará Eventos, destacou o potencial das regiões fora dos grandes centros ao afirmar: “Quando você investe lá, o impacto para esta região, para esta população e para este nicho, reverbera de uma maneira significativa que você não tem nos grandes centros.”
Segundo Carneiro, essas localidades concentram oportunidades ainda pouco exploradas e podem apresentar resultados mais expressivos quando recebem investimentos privados.
Na mesma linha, Hugo Baungartner, Chief Business Officer da Esportes da Sorte, ressaltou que o patrocínio precisa ir além da simples exposição da marca. Segundo ele: “Hoje, nosso desafio, e até um pouco da nossa conversa interna, é não estar na camisa apenas por estar na camisa. É criar conectividade com esse fã.”
Para Baungartner, o investimento deve fortalecer a relação entre marcas e comunidades, criando identificação com o público e ampliando o valor percebido das iniciativas apoiadas.
Ao longo do painel, os participantes também defenderam que os recursos privados podem alcançar áreas que historicamente recebem menos atenção, como cultura, ciência, festivais e projetos sociais. A avaliação foi de que estratégias bem direcionadas geram benefícios que ultrapassam o retorno comercial imediato.
Debate reforça reputação e sustentabilidade como pilares do setor
Outro tema abordado foi a relação entre patrocínio, credibilidade e crescimento sustentável. Sérgio Sette Câmara, ex-presidente do Clube Atlético Mineiro, avaliou: “Eu entendo que o patrocínio vindo das casas de apostas é uma coisa irreversível.”
Na avaliação de Sette Câmara, a continuidade desse movimento depende de um ambiente regulado, de maior articulação institucional e de ações coordenadas entre os diferentes agentes do mercado.
Já Erich Beting, fundador e CEO da Máquina do Esporte, destacou que os investimentos precisam gerar benefícios concretos para todas as partes envolvidas. Segundo ele: “Patrocínio não é caridade. Esse é o primeiro ponto, então quem colocar o dinheiro tem que ter algum retorno sobre esse investimento.”
Para Beting, a sustentabilidade das parcerias exige equilíbrio entre investimento e resultados, evitando modelos que comprometam a continuidade dos projetos.
Responsável pela mediação e encerramento da discussão, Bernardo Rocha, sócio fundador e conselheiro empresarial da PMRA Porto Miranda Rocha Advogados, defendeu a integração entre os setores público e privado ao afirmar: “A parceria entre o público e o privado continua a ser a melhor opção para o Brasil.”
Ao reunir diferentes perspectivas, o painel mostrou que o desenvolvimento das apostas passa também pela capacidade de promover investimentos estratégicos, ampliar o alcance de projetos esportivos e culturais e fortalecer a confiança da sociedade. As contribuições de Carneiro, Baungartner, Sette Câmara, Beting e Rocha convergiram para a mesma conclusão: iniciativas sustentáveis, regionalmente distribuídas e alinhadas ao interesse público tendem a produzir resultados mais duradouros para todo o setor.

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